Saiba como a postura pode influenciar seu desempenho no vestibular

Passar pelo menos quatro horas por dia sentado em frente a um quadro não é tarefa fácil. Cheios de preocupações na cabeça, muitos vestibulandos se esquecem da postura. As carteiras também não ajudam, mas é preciso prestar atenção: com a coluna na posição certa, é possível até mesmo melhorar o raciocínio.

Para conferir como os estudantes estão sentados em sala de aula, levamos o coordenador da clínica-escola de fisioterapia do UnIBMR, Renato de Paulo, para uma blitz no curso Vestibular de AaZ em Botafogo.

O fisioterapeuta chamou a atenção para o fato de que muitos alunos estavam “relaxados” na cadeira. Assim, senta-se não sobre os glúteos, mas sobre o osso chamado sacro, que é a base da coluna. Como ele não foi feito para suportar a pressão, pode provocar dor na região lombar, na base das costas.

Miguel Tarnapolsky, de 20 anos, é um dos que sofrem para se encaixar em uma cadeira que, definitivamente, não foi feita para um garoto de 1,86 metro de altura.

– Eu fico muito desconfortável nas cadeiras. Já cheguei a começar uma faculdade e tive o mesmo problema. Seja na escola ou no cursinho, é muito difícil ficar na postura correta. Nunca senti dor, mas o reflexo que eu vejo da má postura é de pé mesmo, percebo que estou curvado, não tão reto. Às vezes, é mais fácil dar um jeitinho, como me sentar de lado, do que ficar me mexendo a toda hora para tentar ficar na posição certa – diz Miguel, que presta vestibular para Psicologia.

Renato de Paulo explicou que, nos países desenvolvidos, as cadeiras são ergonômicas e se adaptam à altura dos estudantes. Uma das propostas para amenizar o problema seria o rodízio de carteiras.

– Eles passam 11 anos na escola, sentados em uma posição errada. Agora não causa incômodo, mas lá na frente pode haver problema. Uma possibilidade é fazer um rodízio de cadeiras, pois os estudantes tendem a se sentar sempre no mesmo lugar da sala. Com a troca, ele usaria músculos diferentes, pois a cadeira não estaria viciada no seu jeito de sentar. Isso divide a carga entre os músculos – explica o fisioterapeuta.

Ele ensina o que se deve observar para se sentar corretamente. Todos os ângulos do corpo devem estar em 90 graus: das costas com o quadril, o joelho e também os tornozelos.

Na hora de escrever também é preciso atenção. O ideal é manter as costas no encosto e não colar o rosto no papel. Para ajudar, vale colocar um travesseiro nas costas e utilizar um livro para deixar o caderno mais alto. Isso ajuda a prevenir futuros problemas no pescoço e ombros.

Luiz Felipe Mello, de 18 anos, foi o bom exemplo encontrado na sala.

– Desde pequeno meus pais pegam no meu pé por causa da postura. E também faço alguns exercícios para diminuir o desconforto de horas sentado – conta ele.

Os exercícios de Felipe são alongamentos. Segundo Renato de Paulo, o ideal é que sejam feitos de 20 em 20 minutos. Girar o tronco, como se fosse falar com o colega de trás, movimentar o pescoço em todos os lados e esticar os braços são importantes e podem ser feitos sem levantar da cadeira. Mexer o tornozelo para contrair a panturrilha também é útil, pois o sangue sobe com mais força para o coração.

Todas essas atividades melhoram a oxigenação do cérebro e relaxam os músculos. Assim, raciocinamos melhor, o que pode contribuir para um bom rendimento nas provas de longa duração, como o Enem.

Da Agência O Globo

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